O início da unidade curricular 'Arquitecturas Cognitivas', do Programa Doutoral, apresenta um vídeo com uma estrevista feita a Michael Wesch, sobre anti-teaching and how to engage today's students. Foi solicitado a cada aluno que fizesse um comentário relativamente a este vídeo.
O meu comentário:
Considero que o ideal de “teaching” é o que Wesch denomina como “Anti-teaching”: “inspiring good questions and not giving them (students) the answers”. Como professora do 2º ciclo do Ensino Básico não me é possível recordar a quantidade de vezes que entre alguns colegas esta questão foi falada, na qual se afirmou que “teaching” não é dar aos alunos todas as respostas, afirmando convictamente a necessidade de inspirar mais questões nos alunos. As questões são de facto muito importantes para motivar a aprendizagem, para a tornar significativa. A pergunta inicial colocada a Wesch é: "how do we learn in the Internet age?" E a resposta não se centra na tecnologia, mas centra-se na inteligência colectiva e nos processos que melhor beneficiam a aprendizagem: colaboração; participação. Centra-se na inter-relação entre as pessoas de uma comunidade educativa. Centra-se no respeito, admiração, “love” que se tem pelos alunos, reconhecendo que cada um é inteligente e que activamente contribuirá para o ambiente de aprendizagem. A ideia que as instituições precisam de criar espaços (físicos e online) onde as pessoas podem encontrar-se para partilhar ideias e inspirarem-se mutuamente, na minha opinião responde à forma como muitos alunos já procuram hoje os grupos/comunidades online para partilhar e construir experiências, ter a sua voz ouvida. Talvez até se aproxime do conceito dos espaços de tertúlia, mas tirá-los do “café” e trazê-los para a instituição :). Igualmente me parece fundamental que Wesch afirme que os ambientes de aprendizagem que “estão em todo o lado”, em todos os dispositivos através dos quais acedemos a esses espaços, não tornam a escola menos importante. A escola é importante porque a comunidade é a chave para a inteligência colectiva “nós”, para a conexões a outras pessoas. Até neste programa doutoral já sentimos a necessidade destes encontros presenciais no espaço físico da UA, que permitem um trabalho nos espaços online muito mais envolventes, motivados e produtivos. Concluo reafirmando que o que Wesch afirma como “anti-teaching” é o que idealizo como “teaching” em pleno. Viva o “anti-teaching” e todos os ambientes de aprendizagem físicos ou online que o sustentem :)
----