Desde o meu primeiro ano de escola que tenho a necessidade de ilustrar conceitos com um exemplo em contexto real ou então fazer um desenho. O mesmo aconteceu com o conceito de Personal Learning Environment (PLE)/Ambiente Pessoal de Aprendizagem. Como é que as plataformas de participação online poderiam ser utilizadas como um PLE? Percebi quando vi o video onde Wesch explica e ilustra como criou um espaço Netvibes com os alunos, como o utiliza e quais as ferramentas que lhes permitem trabalhar colaborativamente online (versão longa do vídeo)
[video1]
OK, criei um espaço netvibes como um PLE (trabalho para a unidade curricular TCEdu), e até aqui encantada. Mas as questões começam a surgir : e agora como dinamizo este espaço? só posso agregar e não editar? este é mais um espaço onde tenho que decidir o que mantenho privado? alunos mais novos conseguiriam organizar um espaço destes sozinhos, sem divagarem para agregações de páginas que não estão relacionadas com a "matéria"? como é que o professor controla o que o aluno agrega?
Pesquiso até que encontro este video, e mais uma vez encantada com o exemplo em contexto.
[video2]
Agora parece que percebo bem. Mas... parece tão fácil! Nada com alunos tão jovens é sempre tão simples e calmamente organizado na minha opinião...e começam novamente as questões...
Since my first year of school I have had the need to illustrate concepts with examples of real life context or make a drawing. The same happened with the concept of Personal Learning Environment (PLE). How can online platforms be used as a PLE? I understood it when I saw the video where Wesch explains how he created a Netvibes space with his students, how he uses it and which tools are used to work collaboratively online (longer version of the video).
[Video1]
OK, I created a netvibes space as a PLE (for a class). But questions began to emerge: how to make it a dynamic space? can I only agregate and not edit? is this one more space where I have to decide what is public and private? can younger students, alone, organize a space like this without wondering? how does the teacher control what the student aggregates?
I keep on searching and find this video, and once again I like the example in context.
[video2]
Now it seems that I understand it well. But...it seems so easy! In my opinion, with students that age nothing is so simple and calm...and questions arise again...
Será que faz sentido perguntar "como é que o professor controla o que o aluno agrega?" quando falamos de um PLE? Se é pessoal porque é que o professor tem que controlar?
Realmente não faz sentido perguntar isso. Eu revelo porque me ocorreu a questão: pensei na página pública de um netvibes por exemplo, e depois pensei mais no professor do que no aluno. Explico melhor, quando se trabalha com crianças há constantemente alguém a alertar para as utilizações menos apropriadas ou seguras de sítios na Internet e da necessidade do professor controlar essa utilização (e pelo que parece o alerta é tão eficaz que ainda assombra o meu subconsciente...agora em análise). Como o próprio nome indica PLE é pessoal, gerido e organizado pelo próprio. O aluno deve ser responsabilizado e ajudado a adquirir as competências que lhe vão permitir fazer essa gestão eficaz. [quanto aos alertas...também eu alerto para o facto de a utilização de um caderno de apontamentos pessoal de um aluno pelo ar, também ser menos apropriada...e nem por isso deixa de ser utilizado! :) ]
Marta, a minha investigação no domínio dos PLE centra-se na sua utilização no contexto do ensino superior. Mesmo neste contexto específico, a minha abordagem actual, que se reflecte aqui no SAPO Campus, é vista por muitos investigadores como conservadora, por tentar abordar esta questão num enquadramento tecnológico suportado institucionalmente. Eu gosto da ideia de um PLE construído de um modo totalmente autónomo como fui aprendendo a fazer ao longo dos últimos anos. No entanto, tenho a noção que essa não será a melhor abordagem para conseguir disseminar e promover esses conceitos a um público mais vasto, mesmo no contexto do ensino superior.
Esta introdução toda serve apenas para dizer que ainda não faço ideia da forma como deve ser abordada a questão para níveis de ensino menos avançados. Sou um defensor do conceito do PLE. No entanto, não posso deixar de me questionar sobre a altura em que os alunos devem ser introduzidos a estes conceitos e, principalmente, os compromissos que devemos fazer para que a sua introdução seja uma mais valia real para os alunos.
Por este motivo é que ainda não aceitei nenhum desafio para avançar com a utilização do SAPO Campus para outros níveis de ensino. Mas tenho muita curiosidade... :)
Muito interessante ser por um lado considerado conservador e por outro ter a noção da abordagem necessária. ...a curiosidade é agora partilhada por mim, seria interessantíssimo experimentar... Em todo o caso, no âmbito de uma unidade curricular, vou continuar a pesquisar, mas uma aplicação de um PLE a pré-universitários (12ºano). Mas por curiosidade, há quem esteja a investigar a construção de PLEs pelos mais jovens?
Isso para o 12º é um bom desafio e não me parece existirem tantos obstáculos. Para públicos ainda mais jovens tenho a certeza que há investigadores a abordar a questão mas não tenho referências ou contactos para disponibilizar :(
Uma sugestão: entrar nos grupos de discussão do #PLENK e procurar por lá ou perguntar ;)